| Orós |
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| Escrito por Roberto Soares | ||||||||||
| Sex, 30 de Julho de 2010 08:15 | ||||||||||
![]() Obra de adutora atinge três anos e meio de atraso. Erro de engenharia provoca atraso de três anos e meio na construção da adutora que liga o Açude Orós à localidade de Feiticeiro, em Jaguaribe. A obra ainda não foi recebida pelo Estado e não há data prevista de inauguração. De acordo com o cronograma inicial, a obra deveria ter sido entregue no início de 2007. A data para conclusão do serviço já foi remarcada pelo menos três vezes. A previsão atual é de 60 dias. A transposição de água do Açude Orós, por meio de uma adutora de 18Km de extensão para a localidade de Feiticeiro, na zona rural do Município de Jaguaribe, tem importância fundamental para o abastecimento de água de uma população estimada em 20 mil pessoas, moradoras de áreas ribeirinhas e de outras comunidades rurais. O projeto prevê a perenização do Vale do Feiticeiro e plantio de culturas irrigadas. Em julho de 2008, a reportagem do Diário do Nordeste mostrava que a obra estava com cronograma atrasado há um ano e meio. Em novembro daquele ano, o jornal voltou a publicar matéria informando que estava previsto, para o mês de dezembro, o início da transferência das águas do Orós para o Açude Feiticeiro, mas os testes mostraram que havia, em alguns trechos, problemas de retorno e, também, de transbordamento da água. No mês de junho de 2009, nova reportagem abordava o atraso na conclusão dos serviços. Em face dos erros de construção, o Governo do Estado ainda não recebeu a obra, que foi feita pela Galvão Engenharia. "Os problemas referentes ao retorno de água em tubulação, rachaduras e transbordamento em canais já foram solucionados", afirmou o titular da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), Leão Montezuma Filho. Leão Montezuma estima que em 30 dias o serviço de engenharia esteja pronto e em 60, os de arquitetura referente à urbanização do mirante próximo à parede do Açude Orós. "Não podemos protelar mais", disse o superintendente da Sohidra. "O Ministério da Integração deu prazo de 30 dias para a conclusão dos serviços". De acordo com Leão Montezuma, as dificuldades técnicas já foram solucionadas e haveria apenas uma pendência que é a construção de um bueiro sob uma estrada, que não estava previsto inicialmente. O diretor de Águas Superficiais da Sohidra, Antônio Madeiro de Lucena, esclareceu que já foram realizados testes e o canal está operando com regularidade e até com uma vazão superior à prevista inicialmente. "A água já chegou ao Feiticeiro e neste ano não haverá problema de abastecimento, porque o açude da comunidade transbordou em 2009", disse Lucena. Lucena contou que todas as pendências foram corrigidas, faltando apenas as que se relacionam com a urbanização do mirante próximo à válvula dispersora do Açude Orós. A adutora capta água de uma casa de bomba instalada muito próximo à parede do reservatório e a tubulação dupla provocou um impacto visual no entorno do reservatório, que é o segundo maior do Ceará. O Governo do Estado elaborou um projeto arquitetônico, implantando um mirante e uma praça ao lado da dupla tubulação, com o objetivo de criar novo atrativo turístico e reduzir o impacto da obra. Entretanto, a abertura da válvula dispersora numa vazão de 5 metros cúbicos por segundo provocou estrago na obra de urbanização. O material utilizado no espaço de urbanização não foi o adequado, cobertas de plástico, madeira e cordas que se estragaram com facilidade em contato com a água antes mesmo de ser inaugurada. Agora, tenta-se corrigir o problema. Uma alternativa será a cobertura em concreto dos tubos da adutora e a implantação de uma nova passarela. A conclusão da adutora ligando Orós a Feiticeiro é aguardada com expectativa, particularmente entre os moradores da localidade em Jaguaribe, que historicamente sofre com escassez de água em períodos de seca. "É uma obra que vai trazer grandes benefícios para os moradores ribeirinhos ao Rio Jaguaribe", disse o produtor Antônio Moura. O convênio para a construção da adutora Orós - Feiticeiro foi assinado em dezembro de 2005 entre o Ministério da Integração Nacional e o Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH). O valor inicial foi orçado em quase R$ 30 milhões. A maior parte de recursos da obra foi liberada pelo Governo Federal e há uma contrapartida de quase R$ 3 milhões do governo cearense. Os trabalhos começaram em abril de 2006 e deveriam ter sido concluídos em fevereiro de 2007. De acordo com o projeto técnico da obra, os canais de transposição na maior parte do trecho de 18Km de extensão margeiam a rodovia CE-153, entre a cidade de Orós e a localidade de Nova Floresta, em Jaguaribe. São 3.600 metros de adutora em rede dupla de tubos de 700mm. Na maior parte do trecho, a água escorre por gravidade e em canais feitos com alvenaria. No total, são 11 canais entrecortados por sifões para permitir a passagem da rodovia e vencer depressões. A água do Orós terá como destino o Açude Feiticeiro, na localidade de mesmo nome, no Município de Jaguaribe, região historicamente seca. Fonte: Diário do Nordeste
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| Última atualização em Sex, 30 de Julho de 2010 08:38 |















